terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Câncer de mama no alvo da moda

Como já falei anteriormente, minha mamy está com câncer de mama. Foi uma notícia bombástica na vida de todos que a rodeiam, por ela ser muito querida, alto astral e o centro de uma família, digamos "moderna". Descrevo assim, porque minha mãe se tornou meio que uma matriarca no meio de uma família enooorme (que seria maior ainda se meus pais não fossem primos). Ela é nordestina e, como tal, adora uma casa cheia e faz uma comida pra ninguém botar defeito. Ela que costuma conquistar meus namorados rs, mas depois vem aquela decepção hihihi Confesso que não vim ao mundo com esse gene pra cozinha =/
Então, aqueles que foram perdendo seus pais, foram se separando e mesmo famílias que permanecem unidas, foram se aglomerando lá em casa, em finais de semana, férias etc. Sem contar os amigos que são aquela parte da família que a gente escolhe. Tanto amigas minhas, como da minha irmã e até da minha prima passaram a ser filhas da minha mãe também. E essa mãezona aparece assim doentinha agora. Não exatamente agora, na verdade ela está assim há 5 anos, pasmem! Mas a gente, inclusive ela, só soube agora... Com tanta propaganda e política para detectar o câncer de mama precocemente, nos dias de hoje, confesso que me revoltei assim que soube a notícia. Até mesmo com minha mãe. Por favor, não fiquem com raiva de mim, mas na hora foi tudo tão apavorante que fiquei meio doida. O fato é que minha mãe até tomou algumas precauções. Ela chegou a fazer exames há 5 anos, mas o médico não detectou o câncer e disse que "não era nada, não!", mas era o tão temido CÂNCER! Coloquei essa palavra em letras garrafais de propósito, porque as pessoas costumam ter medo dela e evitam falar. Falem, people! Não tenham medo, porque o próprio medo pode trazer essa doença pra sua vida ou até mesmo agravá-la. Muitas pessoas não sabem que muito do câncer tem a ver com sentimento. E aí passo a entender um pouco o porquê da minha mãe ter, já que nada explica ela, logo ela, passar por isso. Ela foi uma pessoa muito sofrida, mesmo apesar de ser uma guerreira e ter como sua maior arma a própria alegria. Perdeu um filho (o mais esperado, pois ela tinha dificuldade para engravidar) com apenas 3 anos e desse mesmo mal, só que na forma da leucemia. Falei esse problema da vida primeiro, porque o considero mais grave, mas óbvio que ainda há outros, como separação etc.
Bem, mencionei tudo isso para alertar sobre a necessidade das mulheres não deixarem de lado os exames necessários e muito mais: não se contentem com uma opinião médica só! É muito importante ter uma segunda opinião. Isso não é a busca da doença, mas sim evitar que ela se propague e até mesmo acabe com sua vida. Outra coisa super importante é a gente cuidar sempre da cabecinha e do coração. Eu mesma tenho minha psicóloga e não tenho vergonha nenhuma de dizer. Cheguei nela por vontade própria e só saio quando ela mandar rs.
Minha mãe, graças a Deus, pode e, temos fé, terá um final diferente do meu irmão, já que hoje há cura até mesmo para o caso dele, ainda que mais difícil. E nessa confusão toda, sempre há algo de renovador. A gente sai diferente de uma história dessas. Estou me apegando à força da minha mãe, que incrivelmente, está infrentando "tudo numa boa", como diria a Raspútia (do filme "Norbit", bobo, mas surpreendetemente engraçado), e às pessoas queridas que me rodeiam. Aí eu percebo o quanto eu, minha mãe e minha irmã somos iluminadas. Temos anjos e um deles, com certeza, é nossa amiga Carol Ribeiro. Carol é fisioterapeuta, com mãos mágicas que fazem milagres maiores do que uma simples dor passar. Eu já vi ela atender pacientes que não poderiam mais pagá-la por puro amor ao próximo (Não, ela não é rica, e estava até passando por problemas financeiros). Posso dizer que o que ela está fazendo e sendo pra gente, nem eu mesma faria igual e é raríssimo alguém que consiga ter uma alma tão singular como a dela. A Carol estudou com a minha irmã e virou minha amiga também, como tantas outras. Eu sempre fiquei muito amiga das amigas da minha irmã, de maneira que muitas vezes causava até um ciuminho nela rs, mas nada preocupante. Com a Carol isso nunca aconteceu, porque ela é tão minha, quanto da minha irmã e mais ainda, da minha mãe. Eu fui a primeira a embora pra Brasília. Ano passado, veio a minha irmã e agora viria minha mãe, mas como aconteceu tudo isso, achamos melhor ela ficar no RJ até resolver essa situação, visto que todos os médicos, tanto da família, como os de fora, falaram que no RJ o tratamento é melhor. Então, o que seria de nós três se não tivéssemos família e amigos? E a Carol é daquelas que não fala "pode contar comigo". Ela já tomou as rédeas da situação antes mesmo da gente "contar com  ela". Sabe o que é vc ver uma amiga sua pra cima e pra baixo com  sua mãe, fazendo exames, dormindo com ela, te ligando pra te manter informada, conversando com os médicos no seu lugar e segurando todas as ondas? Essa é a Carol! Eu queria estar no lugar dela, mas fico completamente zen de saber que minha mãe está nas mãos dela.
Quando contei pra ela que minha irmã viria embora, ela ficou muito chateada, mas perguntou logo: e sua mãe? Eu disse que ela viria em seguida. Silêncio no telefone e daí escuto a Carol chorando e logo em seguida ela disse: Desculpa, amiga (ela tem o sotaque carioca bem carregado), mas eu amo muito a sua mãe, amo sua família,  não acredito que ela vai embora, vou morrer de saudades de vcs. E considerando o medo absurdo que ela tem de avião (chega a ser rídiculo rs), isso teve um peso muito grande pra ela, porque deu a sensação de que ela não teria mais contato com a gente. Até parece, né? Ela vai ter um lugar especial no meu casamento e sempre na minha vida. Vai ter que vir nem que seja de jegue. E com o tempo e as idas e vindas, ela vai perdendo o medo, pelo menos assim eu espero. Quem sabe eu até carrego ela pra Brasília também? Seria um sonho... Amiga, te amo muito e acredito que não há melhor forma de agradecer do que nossa gratidão enterna, seremos suas escravas pro resto da vida rs. Obrigada por amar minha mãe, como se fosse sua. Ás vezes chego até acreditar em vidas passadas, pois numa delas, com certeza, a Quérol teria sido nossa irmã e, portanto, filha da minha mãe também =) Ah, pessoal, e é bom deixar claro que a Quérol tem uma mamy muito legal também e super viva, a Tia Miriam. Ela não é carente rs.
Bem, mudando um pouco de assunto, eu comecei a falar com a Carol do Casamento Country e ela me adicionou na lista de blogs de Brasília dela, para atender meu pedido, e ainda fez mais: virou minha seguidora =D Minha primeira seguidora!! Iupiiiii Eu ainda não sei muito bem como funciona isso, mas só sei que AMEI rs. E também vou virar seguidora dela, até porque eu já acompanho o blog dela há um tempinho. Adorei o casamento dela. Carol, muito obrigadinha pelas dicas e pela atenção. Estou aguardando ansiosa algum encontrinho para eu conhecer mais noivinhas de Brasília =)
Beca, morro de rir com seus comentários, prima. São demais! =)

3 comentários:

casamentocountryembrasilia disse...

Lú, querida!!!! Que post emocionante e IMPORTANTE, nossa, como são as coincidências! Hoje fui tirar sangue pra fazer o tradicional check up anual, me deparei com um panfleto sobre cancer de mama e já coloquei na bolsa. Perdi tia e prima com esse mal, SEMPRE ME CUIDEI, desde meus 12 anos não perco uma consulta e como tenho casos na família, faço de SEIS EM SEIS MESES!!! Parabéns pelo post, pelo alerta e meninas, CUIDEM-SE MESMO!
um beijo da primeira seguidora, hihi

OBS: No próximo encontro eu te aviso, vc vai amar!

Alegria em Detalhes disse...

Oi Lu,
Como você consegue escrever e transmitir bem a mensagem! Florzinha, muita força pra você e pra mamis!
Achei você no blog "Casamento Country em Brasília". E para começar bem, você acaba de ganhar um selinho lindo!
O selinho está em meu blog:
Beijocas,
http://alegriaemdetalhes.blogspot.com/
Paulinha

Dani disse...

Com tanto amor que rodeia essa família, não há como perder essa batalha. Estamos juntas nessa, minha amiga...