sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Pega a pipoca!

Hj, resolvi tirar a poeira do blog literalmente.
Eu assisti o filme "Uma Prova de Amor", no avião, voltando de uma viagem que fiz a Madri, a trabalho ( =) meu trabalho tem dessas coisas bem legais rs). Estava sozinha e escolhi esse filme para me distrair. Gente, o lance é que eu não sabia que o filme era tããão triste. Eu fiquei que nem uma louca, chorando de soluçar no avião, quase pedindo socorro pra mulher do meu lado. Pior que não foi exagero, foi realmente desesperador. E pasmem: eu não sou de chorar em filmes, mas esse é realmente muito triste.
Galera, não tô dando uma dica sadomasoquista não. É porque o filme, apesar de toda a tristeza que envolve, faz a gente pensar. Adoro filmes assim, que te prendem do começo ao fim e, quando acaba, você ainda fica refletindo sobre a história. Esse te deixa esgotado, mas você aprende várias lições.
A história é sobre uma família. No início, a família era composta pelos pais e dois filhos, sendo que a menina mais é diagnosticada com câncer e não há na família ninguém que seja compatível para doar a medula pra ela. Aí, os pais decidem ter outro filho, geneticamente manipulado, para ser compatível com a filha. Daí, nasce outra menina que, aos 13 anos, pede a emancipação médica dos pais, para não ser mais obrigada a doar nada de seu corpo para a irmã mais velha. Pesado, né? Mas vale muito a reflexão. Fora que os atores são excelentes.
Eu, por exemplo sou louca pela minha irmã, temos uma ligação muito forte. Não consigo nem imaginar algo desse tipo acontecer com ela. Até porque já perdi um irmão e vi acontecer com a minha mãe, então já passei minha cota de sofrimento, né?! Já deu!! E já vi uma amiga mto querida passar por drama quase igual a esse, mas graças a Deus, o dela teve um final feliz.
O que quero dizer é que eu sei o nível do drama que alguém com câncer passa e de alguém que é próximo também. Por vezes, eu vi minha amiga falar que ela passaria por aquilo no lugar da irmã, que ver a irmã sofrer daquele jeito era a pior coisa da vida dela. E ela também já perdeu um pai em função do câncer. Ou seja, ela sabe o que é essa dor e soube me passar direitinho tudo o que ela sentiu.
Então, ao nos depararmos com a história do filme, é fácil a gente pensar que não faria o que a irmã mais nova está fazendo. Aliás, julgar é sempre fácil...


O livro (A guardiã da minha irmã), que originou o filme, chega a ser mais triste que o filme, porque o final é diferente, mais aí a reflexão é mais rica também.

Um comentário:

Thatha disse...

Esse filme é maravilhoso!!!